Jornal
A Tarde – Salvador –9/02/2009
Nós amamos as pessoas como elas são desde que elas sejam
como gostaríamos que elas fossem. Complicado?
Na realidade, há de nossa parte uma projeção daquilo
que gostamos e admiramos no outro quando o outro se encaixa no nosso
“modelito”. Consciente ou inconscientemente pensamos –
“ esse é dos meus” ou “faz parte da minha turma”.
Por que será que capturamos o mundo sempre enquadrado nos nossos
modelos, nos nossos paradigmas e só conseguimos ver e ler o mundo,
o outro sob certo prisma? Onde ficam os conceitos como liberdade, equidade,
alteridade e valores?
Quando o existencialista Jean Paul Sartre afirma: “O importante
não é aquilo que fazem de nós, mas o que nós
mesmos fazemos do que os outros fizeram de nós” e “Não
há necessidade de grelhas, o inferno são os outros”
nos remete a um universo de possibilidades comportamentais onde a necessidade
de nos colocarmos no lugar do outro e procurar entender suas motivações
e formas de ver o mundo torna-se uma necessidade para que possamos conviver
harmoniosamente e sem preconceitos em todos os ambientes.
Em última instância, isto exige um exercício permanente
de auto-observação para descobrirmos e reconhecermos os
preconceitos e dificuldades que temos na aceitação dos
nossos semelhantes, que na realidade normalmente são muito diferentes
de nós.
O Véu de Maia a tudo oculta!
Até a próxima semana!
Que assim nos ajude Deus!
Hélio de Moraes e Marques
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