![]() |
Dignos visitantes Saudações Rosacruzes! Quando nos aproximamos do final do ano, invariavelmente as vibrações
do planeta mudam, principalmente pelo clima festivo das festas natalinas,
propondo dias felizes e celebrações coloridas e fartas.
Paradoxalmente, estudos revelam que nessa época afloram também
grandes tristezas e muitas pessoas ficam deprimidas. |
|
Existe hoje uma cultura da felicidade a qualquer preço e toda aflição deve ser rapidamente exorcizada como um mal desnecessário e incômodo. A tristeza causa estranhamento, e mesmo quando legítima, procura-se amenizá-la de pronto, inclusive com auxílio de medicamentos. Esquecemos da salutar catarse de muitos dos fantasmas que nos assombram quando nos interiorizamos e identificamos esses inimigos, o que inicialmente pode nos deixar tristes. Quando o final do ano se aproxima, muitas pessoas voltam-se para si mesmas, fazem um balanço do ano e trazem junto com as realizações e frustrações do período, outros conteúdos das suas vidas que estavam adormecidos. Nesta época, também ficamos mais suscetíveis às dores dos nossos irmãos e nos percebemos pequenos e impotentes diante dos males que assolam a humanidade. Frater H. Spencer Lewis, em um dos seus escritos afirma: “Jesus chorou muito mais do que riu, e os maiores mestres terrenos que o precederam, ou que tentaram seguir suas pegadas, aprenderam que rir com as alegrias da vida humana e chorar com seus sofrimentos tornam a vida extremamente significativa. Enquanto não sentirmos o doer do coração dos milhões que constituem nossa família divina na terra, e enquanto não conseguirmos partilhar, do fundo do coração, de suas alegrias e sofrimentos, não vamos conseguir ser unos com eles; e enquanto não formos unos com toda a consciência da terra, não conseguiremos ser unos com o Absoluto e com o Divino. Esta é a verdadeira lei e o verdadeiro princípio da harmonia e da concórdia, que, aliás, quer dizer ‘ver com o coração’.” Assim, para aqueles que sentem uma profunda tristeza neste período, lembramos que somos divinos em essência e é o divino em nós que ama, partilha e é solidário. Como reflexão deixamos uma inspiradora poesia extraída do romance iniciático Symmysta de Xavier Cuvelie-Roy, publicado pela AMORC e que tem uma das chaves mais belas para o Domínio da Vida. Não és filho da sorte Hélio de Moraes e Marques |
||